domingo, 3 de outubro de 2010

Filme Soberano conta histórias do São Paulo



Único hexacampeão do país do futebol. Tricampeão da Libertadores. Três vezes o melhor time do mundo. O hino já apontava, o presente confirma: dentre os grandes, és o primeiro.

O São Paulo não chegou aos píncaros da glória sozinho. De 1977 a 2008, mudaram os jogadores, dirigentes e técnicos. Ficou o pilar da força tricolor: sua torcida. Os filhos que começavam a ir ao Morumbi naquele primeiro e longínquo título hoje levam os próprios filhos. Sempre com a mesma voz, a mesma torcida, um só grito e destino: “Vamos, São Paulo, vamos ser campeões”. Eles foram. São. E continuarão sendo.

Soberano – Seis vezes São Paulo – em cartaz nos cinemas – é um documentário longa-metragem que revive a trajetória dos seis títulos nacionais de um ponto de vista muito especial: o do torcedor. Feito por uma equipe de tricolores apaixonados, o filme leva à tela grande imagens inesquecíveis e aquelas que jamais foram vistas; os depoimentos reveladores dos craques que conduziram o time às suas conquistas e as histórias impagáveis da torcida que não para de crescer.

Feito por, para e com são-paulinos, Soberano não quer apenas contar uma história, mas reviver nas telas a glória e felicidade de todos aqueles que vivem com o time mais vencedor de todos os tempos.

Equipe (toda de são-paulinos):

Carlos Nader – Diretor – Carlos Nader lembra de ser são-paulino desde quando estava aprendendo a falar. Com a escalação do campeão paulista de 1949 na cabeça, Nader frequentou assiduamente as cadeiras cativas do setor 8 do Morumbi no começo dos anos 70, ao lado do pai e dos irmãos. Na adolescência, juntou -se aos integrantes da Dragões da Real. Ainda hoje, não perde um jogo do tricolor.

Fora do futebol, Nader é o que se poderia chamar de ensaísta audiovisual, entretecendo linguagens que vão do documentário clássico à videoarte. Seus vídeos foram exibidos em centros culturais de mais de 20 países e veiculados em mais de uma dezena dos principais canais de TV internacionais, tendo recebido muitos prêmios.

Maurício Arruda – Roteirista – Mauricio Arruda se orgulha de ter transmitido para suas filhas uma herança da família: torcer para o São Paulo. É tricolor de sangue e literalmente de carteirinha – uma velha carteirinha que guarda desde a época em que ia ao Morumbi com a torcida organizada. O jogo que marcou a sua vida assistiu pela TV, aos 13 anos. O São Paulo de Chicão levou a decisão para os pênaltis. Perdeu a primeira e a segunda cobrança. Heroicamente virou o jogo e deixou em silêncio o estádio adversário. Depois do título nacional de 1977, Maurício viu seu time conquistar muitos outros campeonatos brasileiros e mundiais.

Fora dos campos, Maurício Arruda disputou o Oscar de 2001 com o roteiro do curta-metragem “Uma História de Futebol”. Também escreveu novelas na TV Globo, como “Quatro por Quatro” e “Vira Lata”; as séries do Fantástico “Retrato Falado” e “Copas de Mel”; e os longas-metragens “Contador de Histórias” e “Amanhã Nunca Mais”. Como diretor de televisão é responsável por programas como “Altas Horas”, da TV Globo, “Fanzine”, da TV Cultura e “Copa na Mesa”, da MTV.

Nando Reis – Canções originais – Antes mesmo de nascer Nando Reis já sabia qual seria o seu time. Na maternidade veio a constatação: com a pele muito branca, os olhos muito escuros quase pretos e o pouco de cabelo já muito vermelho, ele era geneticamente tricolor. São-paulino como seus irmãos, seu pai, seu tio e seu avô, passou a frequentar o estádio do Morumbi. Uma camisa com o número 2 estampada às costas já revelava sua admiração por jogadores temperamentais. Depois de Pablo Forlan, foi Serginho que se tornou seu ídolo na adolescência. Chegou a fundar sua própria torcida uniformizada, a LSP – Loucura São-Paulina. O primeiro jogo de que se recorda foi a conquista do título paulista de 75. Orgulha-se de ter povoado o mundo com cinco filhos admiráveis, dos quais quatro são-paulinos que garantirão uma nova geração de torcedores.

O músico Nando Reis integrou a banda Titãs por 20 anos. Hoje tem carreira solo e uma outra banda – Os Infernais, e suas composições fazem sucesso também por outros intérpretes, como “É uma partida de futebol”. Feita em parceria com Samuel Rosa do Skank, a canção foi escolhida para fazer parte da trilha oficial da Copa do Mundo de 1998, na França.

Confira o site oficial do filme Soberano – Seis vezes São Paulo.


Postou Laila Guilherme – Cinema Brasil

Nenhum comentário: